Chicago Advisory cria empresa para ser a Nielsen dos bancos
Vector360 surge com comparativo dos produtos de instituições financeiras do Brasil
A gestora de governança e operação do open finance no Brasil, Chicago Advisory Partners, está lançando uma empresa para fazer com os grandes bancos e fintechs brasileiras as análises e medições de consumo que Nielsen e Kantar fazem nos mercado de consumo e de mídia.
A Vector360 já analisa minuciosamente mais de 100 instituições financeiras do Bras
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“Nosso monitoramento cria um nível de conhecimento em que, se você sabe o que o concorrente faz, esse concorrente também vai querer saber o que você faz. Acreditamos que vai haver esse efeito de rede associado ao nosso produto”, aponta Juan Ignacio Giulianelli, sócio-fundador e CEO da Vector360 e CFO da Ekantika, consultoria de transformação de negócios controladora da Chicago Advisory e outras sete empresas. “Vamos ser a Nielsen dos bancos”, completa.
O trabalho comparativo é feito por uma equipe de analistas da Chicago Advisory. A tarefa é exaustiva: cada profissional baixa os aplicativos e sites das instituições financeiras e começa a listar os recursos, que depois são reunidos na plataforma. A cada dois meses, a Vector atualiza o painel com novas informações coletadas.

A Vector quer cobrar R$ 15 mil ao mês para que os clientes acessem produtos modulares do painel comparativo das instituições financeiras. Por exemplo, um bancão pode realizar a assinatura de produtos relacionados a Pix na pessoa física, enquanto uma fintech pode assinar o produto de benchmark de cadastro de novos clientes. Há a possibilidade de o mesmo cliente fechar diferentes produtos, o que permite subir o tíquete da assinatura mensal.
Em complemento, a empresa também quer criar estudos analíticos sob demanda dos clientes. Um exemplo dado pelo CEO é analisar, por exemplo, quanto tempo as instituições financeiras levam para criar um cartão de crédito para o usuário, fornecendo o material para quem o contratou ou para o mercado.
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A Vector360 está em conversas para fechar o primeiro cliente até dezembro. Segundo Giulianelli, a empresa espera faturar R$ 3 milhões no primeiro ano de operação, somando 17 instituições diferentes com dois ou três produtos assinados na plataforma.
Por: Guilherme Guerra